Segunda-feira, Março 16, 2009

Music Tube Television: Radiohead





Registro histórico do quinteto no programa da MTV gringa "Beach House" em 1994. Radiohead em uma perfomance de "Anyone Can Play Guitar" que beira a psicopatia, com direito a mergulho na piscina de um até então "oxigenado" Thom Yorke. Reparem na inspirada e cínica alteração da letra ao mencionar o """mito""" Jim Morrison:















"I wanna be Jim Morrison...fat, ugly, dead"

Thom Yorke



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Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

Rascunho Sonoro: Hawkwind - "Urban Guerrilla" (1973)






A primeira vista antes de tudo, é uma afronta em forma de música. E ela começa de forma simples com os acordes da guitarrra distorcida e inflamada até o ataque inicial de bateria, invadindo e tomando a atenção do ouvinte à assalto. A canção prossegue em meio a uma empolgante estrutura sônica, créditos a um então desconhecido Lemmy Kilmster: um ex-roadie de Jimi Hendrix que entrou na banda por acaso assumindo assim o contra-baixo e também uma boa parte das idéias de composição da banda junto com o guitarrista David Brock. E em pouco tempo, músicas como essa se tornariam icógnitas até para os mais familiarizados com o grupo, tanto pelo seu distanciamento do conteúdo "sci-fi" vindo do seu escritor-mentor Michael Moonrock quanto pela sua sonoridade peculiar para o início da tão turbulenta década de 70. Indo de carona no espírito da época, o vocalista Rob Calvert implode o legado de espaço-naves e guerras intergalácticas da banda cantando os seguintes versos: "Eu sou uma guerrilha urbana/ Eu faço bombas no meu celeiro/ sou um habitante abandonado/ um assassino em potencial. Eu sou um combatente de rua/ sou um romancista revolucionário/ um câncer da sociedade. Então não vamos falar de adoráveis flores e de coisas que não explodam/ Nós costumamos trazer todo nosso poder mágico tentando criá-lo na estrada." Vendo o conteúdo da letra superficialmente, nota-se que "corrida espacial" deixou de ser inspiração para a banda, e sem ter uma inicial intenção acaba indiretamente atacando até os então já decadentes hippies daquele momento. Como se fossem estilhaços de uma bomba de verdade, o impacto da canção não pára por aí: "Eu sou um bandido político/ e você não entende/ você tomou meu sonho o enlatou e isto não foi o combinado/ Eu sou um destruidor da sociedade/ sou um construtor de bombas de gasolina/ um condutor da luz cósmica/ um quitador da dívida popular/ Então cuidado Senhor de Negócios, seu imperio está prestes a explodir/ Eu acho melhor que você me escute, rapaz/ Caso você seja um desavisado".

A letra narrada em primeira pessoa, logico apontou para uma imediata e inevitável polêmica, principalmente quando o single lançando em 1973 no Reino Unido coincidiu com semanas onde rumores de que o grupo separatista IRA (Exercito Republicano Irlandês) planejava um possível ataque nas ruas de Londres. Com o estrago já feito pelo grupo e o conteúdo da canção, a polêmica instalada elevou rapidamente o single a 39ª posição da parada britânica, mesmo com a Rádio BBC recusando-se a executá-lo. Toda controvérsia chegou então ao seu àpice três semanas depois quando o single fora recolhido, apesar da banda afirmar posteriormente de que a música tratava-se de uma sátira composta por Calvert. "Uma vez fizemos um show no distrito de Stoke Newington, perto de Londres. E na platéia haviam anarquistas da 'The Angry Brigade' (grupo militante comunista britânico) que também faziam bombas entre outras ações, era sobre eles que Calvert estava falando", afirmou Lemmy algum tempo depois de deixar a banda e montar o Motorhead. Apesar de todo o ocorrido, o conteúdo anarquista da canção do Hawkwind ainda ressoa várias décadas depois. Se em 1973 sua letra já causava estardalhaço, hoje soa atemporal devido ao contemporâneo esbuste do tema "Terrorismo" ressaltado exaustivamente pelas nações capitalistas afora. Na crista do contexto atual, o Primal Scream homenageou a música regravando-a em seu último disco ("Beatifull Future" de 2008) demostrando assim o impacto de "Urban Guerrilla" até os dias atuais. E junto com a sua letra e o seu instrumental possante seriam então mais uma combinação híbrida que serviria de matéria-prima para dois elementos opostos que iriam dominar o rock anos depois: o oriundo Punk Rock e aquilo que posteriormente seria chamado de Heavy Metal.




Música: "Urban Guerrilla"
Artista: Hawkwind
Album: "Doremi Fasol Latido" (1973)


Música Gêmea: "You'd Better Believe It" - Álbum: "Hall Of Mountain Gril (1975)




I'm an urban guerilla
I make bombs in my cellar
I'm a derelict dweller
I'm a potential killer
I'm a street fighting dancer
I'm a revolutionary romancer
I'm society's cancer
I'm a two-tone panther
So let's not talk of love and flowers
And things that don't explode
We've used up all of our magic powers
Trying to do it in the road

I'm a political bandit
And you don't understand it
You took my dream and canned it
It is not the way I planned it
I'm society's destructor
I'm a petrol bomb constructor
I'm a cosmic light conductor
I'm the people's debt collector
So watch out Mr. Business Man
Your empire's about to blow
I think you'd better listen, man
In case you did not know

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Music Tube Television: Small Faces



Small Faces - "Song Of A Baker"








Registro de 1968 tirado do programa de TV britânico "Colour Me Pop ". Ronnie Lane comanda os vocais na apresentação enquanto Steve Marriot (ainda pré-Humble Pie), Kenney Jones (ainda pré-The Who) e Ian Maclagan desferem o instrumental de "Song Of A Baker". Outra peça psicodélica do disco fundamental "Ogden's Nut Gone Flake", lançando naquele mesmo ano.





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Domingo, Janeiro 11, 2009

Rascunho Sonoro: Roky Erickson - "I Think of Demons" (1981)





Pelos acordes iniciais da guitarrra em overdrive não se imagina na potência que esta canção possui. Soa mesmo como uma música inofensiva nos primeiros momentos. No entanto, tratando - se do autor da própria fica difícil imaginar que qualquer musica composta por ele não venha sem melodias ganchudas adicionadas de elementos pra lá de abrasivos ( e ácidos ). Mesmo sem os fraseados característicos de Tommy Hall com a electric jug e a guitarra hipnótica de Stacy Sutterland, Roky Erickson ainda mantém bem vivos os dois alicerces que imortalizaram o 13th Floor Elevators junto com a sua afiadíssima banda de apoio, o The Aliens: "I, I, I, Think of Demons/ they never kill/ they dont need to/ the scared is true/ i think of demons/ for you", cantarola Erickson sem pudor nenhum expondo o que passa pela sua mente. Rezando a lenda de que no verão de 1967 Roky "empurrou" para dentro aproximadamente 300 pastilhas de LSD, diferente de seu colega Syd Barret parece que a substância não deteriorou sua parte do cérebro responsável de compor e escrever letras. Intencionalmente, a substância contribuiu foi para oscilar suas composições de forma extremamente genial. "Lucifer, Lucifer, Lucifer/ its been waiting on you", avisa e apavora Roky, ao mesmo tempo que a banda vai despejando a mais salvadora e pegajosa das melodias. É por essa altura da música que vai se pensando que tudo foi feito de propósito. Tratando -se de Roky e recordando a sua trajetória tortuosa a resposta é bem provável que seja sim. Nascido no Texas, estado de forte influência católica e batista durante sua juventude nos anos 60, não era de se esperar que Erickson se sentisse um verdadeiro peixe fora d'agua. Tanto que depois de décadas da dissolução de sua banda principal, prisões, meses levando choques e mais choques em hospíscios de Austin, é impossivel pensar que ele escapasse imune. E mesmo com esta canção lançada no seu disco de estréia de sua carreira solo abordando o seu calvário pessoal ( assim como a maioria das outras canções de "The Evil One" de 1981 ), a impressão que se têm é que está se ouvindo uma musica gospel às avessas que incita o "rapaz" da marca dos três 9 invertidos (brrrrr... !!! ). Mais do que maniqueímos cristãos a parte, "I Think of Demons" é uma das canções Rock mais representativas do inicio da década de 80 tão mergulhada em sintetizadores new wavers. Composta por quem é considerado um dos elos vivos existentes entre o rock clássico e o rock contemporâneo, Roky Erickson é o cara que no passado apostou no novo e hoje é essencial para todas as novidades que surgiram desde então.



Musica: "I Think Of Demons"
Artista: Roky Erickson and the Aliens
Album: "The Evil One" - (1981)


Música Gêmea: "Mine Mine Mind" - Album: "The Evil One"





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Segunda-feira, Dezembro 22, 2008

Rascunho Sonoro: The Who - "Baba o'Rilley(1971)"




"O abraço é uma forma de juntar dois corações, de colocá-los frente a frente, de expor puríssimas emoções"

"Se canções fossem falas em uma conversa, tudo estaria bem" Nick Drake



Ouvem-se sequências de teclados sampleados de forma frenética, vindas de um sintetizador que aos poucos vai prendendo a atenção de quem escuta a espera de uma nova variação melódica. Mesmo sob um conceito inicialmente experimental, logo nota-se um sentimento agridoce permeando toda melodia e prosseguindo na canção até o fim. A partir daí, a introdução feita por Townshend inspirada no compositor minimalista Terry Riley extende-se até ser encoberta pelo toque de um gentil piano, seguida pela batida de Keith Moon e John Entwistle moldando e dando sentido ao ritmo da introdução. Opondo-se ao conceito experimental do início, a letra narra uma história de uma família camponesa comandada por Ray que junto a esposa Sally e filhos partem de sua terra em direção à Londres, na ânsia de melhores expectativas: "Out here in the fields/ I FARM for my meals/I get my back into my living./I don't need to fight/To prove I'm right/I don't need to be forgiven./yeah,yeah,yeah,yeah,yeah". Roger Daltrey abre a canção em voz alta, carregado de coragem e emoção incorporando Ray e comandando as estrofes fazendo toda a banda seguí-lo. Aqui ele mostra todo seu potencial absoluto como vocalista, tão ofuscado até então e que iria progredir cada vez mais, despertando uma saudável rivalidade entre ele e Townshend. É nesse momento que na canção instala-se um duelo entre os dois: "Don't cry/ Don't raise your eye/ It's only teenage wasteland", complementa Townshend em vocal emocionado do outro lado. Então Daltrey completa: "Sally, take my hand/ We'll travel south cross land/ Put out the fire/ And don't look past my shoulder./ The exodus is here/ The happy ones are near/ Let's get together/ Before we get much older." Percebe-se então a complexidade que a música aos poucos toma, do título (o nome "Baba" em homenagem a Meher Baba, mestre/conselheiro indiano de Townshend) ao seu instrumental (Rilley fazendo referência a compositor Terry Rilley, cujo o guitarrista buscou referência em sua obra para criar a abstrata introdução). Assim como o principal atributo (e qualidade) do The Who, a canção segue para o imprevisível: após o solo de Townshend, violinos e percussões frenéticas entram em ação levando a música até o final. Recorda-se rapidamente ao início abstrato porém agora representado como se fosse um doce trecho de alguma cantiga folk irlandesa, combinada ao virtuose do Rock de Arena em que a música torna-se quando executada em palco, com Daltrey tocando gaita e Townshend a pandeirola. Integrante do álbum "Who's Next" (1971), são essas características que fazem Baba o'Rilley uma canção de valor criativo e artístico dentro da história do Rock. Vinda de uma banda cujo seu inconformismo aliado ao desconforto de ser única, lhe fez fundamental diante de todas as outras de sua época. E a canção, como todas as outras que escondem genialidade em seus detalhes, ganhou vida própria e hoje embala memórias e sensações que assim como sua complexidade, vão e voltam infinitamente.






"Out here in the fields
I FARM for my meals
I get my back into my living.
I don't need to fight
To prove I'm right
I don't need to be forgiven.
yeah,yeah,yeah,yeah,yeah

Don't cry
Don't raise your eye
It's only teenage wasteland

Sally, take my hand
We'll travel south cross land
Put out the fire
And don't look past my shoulder.
The exodus is here
The happy ones are near
Let's get together
Before we get much older.

Teenage wasteland
It's only teenage wasteland.
Teenage wasteland
Oh, yeah
Teenage wasteland
They're all wasted!"

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Music Tube Television: Television




Television - Foxhole

Registro de 1978, Tom Verlaine e Richard Loyd trocam solos com a facilidade que desferem mais um petardo melódico e emblemático encabeçando a banda fundamental do inicio do pós - punk.



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Quarta-feira, Agosto 27, 2008

Você é firme?
Você é firme como uma rocha?
Você tem fundações fortes
Ou sua alma pode ser comprada?
Isso não é verdade...
Todo mundo tem um preço
Eu canto esta canção para todos aqueles
Que se levantam por seus direitos

Todo irmão é uma Estrela
Toda irmã é uma Estrela
Todo irmão é uma Estrela
Toda irmã é uma Estrela

Irmã Rose, Malcom X e Dr. King
Nos mostraram que nós temos o poder
Nos mostraram que mudanças nós podemos trazer.
Para mudar a sociedade
Você tem que mudar a lei
Seus corpos podem ter partido
Mas seus espíritos ainda vivem!

Todo irmão é uma Estrela
Toda irmã é uma Estrela
Todo irmão é uma Estrela
Toda irmã é uma Estrela

(almas rebeldes)

Para os sonhadores, almas rebeldes e dias futuros
Sejam bravos e fortes
Sigam em frente
Sejam consciência no caos
A rainha da Inglaterra
Não há anarquista maior
O guerreiro libertador de uns
É o terrorista de outros

Todo irmão é uma Estrela
Toda irmã é uma Estrela
Todo irmão é uma Estrela
Toda irmã é uma Estrela

Todo irmão é uma Estrela
Toda irmã é uma Estrela
Todo irmão é uma Estrela
Toda irmã é uma Estrela




São por essas palavras e outras que eu continuo para sempre fã dessa banda.




~ Primal Scream - "Star"





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